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Efeito da adubação com uréia em sistema rotacionado de pastagem no controle do carrapato (Artigo 2)

O controle do Rhipicephalus (Boophilus) microplus tem sido largamente realizado com carrapaticidas sintéticos e tem-se buscado alternativas de defensivos contra esse parasito. Neste estudo avaliou-se o efeito da adubação de pastagens com ureia na infestação por R. (B.) microplus em bovinos leiteiros e na quantidade de tratamentos utilizados para seu controle.


O estudo foi desenvolvido no período de abril/2009 a abril/2010, utilizando-se 20 vacas mestiças, mantidas em pastejo rotacionado, na Embrapa Gado de Leite, MG. Os animais foram divididos equitativamente em dois grupos experimentais, e mantidos separados em duas áreas de piquetes adubados com e sem ureia. Utilizaram-se 25 piquetes de 400 m2 para cada grupo e cada piquete foi pastejado por 24 horas. Os piquetes do grupo tratado, após a saída diária dos animais, recebiam 4,6 kg de ureia. O controle dos carrapatos foi realizado com carrapaticidas aplicados por aspersão, quando constatada a presença de partenóginas (fêmea ± 3 mm). As cargas parasitárias dos grupos foram avaliadas 14 e 21 dias após os tratamentos carrapaticidas. Os dados coletados foram divididos em quatro subgrupos para que fossem analisados por período: Grupo 1, animais dos piquetes tratados com ureia no período das águas (T1S1); Grupo 2, animais dos piquetes não adubados, no período das águas (T0S1); Grupo 3, animais dos piquetes tratados no período da seca (T1S0) e Grupo 4, animais dos piquetes não adubados, no período da seca (T0S0).


Os resultados da carga parasitária (mediana ± desvio padrão) de cada grupo foram: T1S1: 120,00 ± 384,12 T0S1: 160,00 ± 989,40; T1S0: 86,00 ± 673,57; T0S0: 148,00 ± 721,43. Houve diferença significativa (p < 0,05) entre as contagens medianas dos carrapatos dos grupos 1, 2 e 3. O resultado do grupo 4 foi igual ao dos grupos 1 e 2. Esses resultados indicam que a maior umidade no período das águas atuou na redução da infestação, provavelmente devido ao aumento da hidrólise da ureia, portanto da ação tóxica da amônia (NH3) sobre as teleóginas em vida livre. O número de tratamentos para o controle estratégico dos carrapatos foi igual nos 2 grupos, porém o grupo controle recebeu 3 tratamentos táticos durante o período, quando a infestação foi superior a 20 teleóginas e/ou quando a infestação por ninfas foi muito alta.


Foi possível inferir que o manejo adotado e a adubação com ureia reduziu a infestação e o número de tratamentos do grupo tratado. As observações continuam e esperam-se maiores diferenças nos ciclos seguintes.

 

Data de Publicação: 19/01/2013
Autor: WANDERLEY, R.P.B.; RIBEIRO, A.C.C.L.; RODRIGUES, D.S.; CUNHA, A.P.; BELLO, A.C.P.P.; BARROS, A.B.; LEITE, L.B.1; RESENDE, T.P.; LEITE, P.V.B.; DOMINGUES, L.N.; OLIVEIRA, P.R.; LEITE, R.C. publicado no Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal
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